Nível do rio Madeira chega a 17,30 metros e Porto Velho pode entrar em estado de emergência

O nível do Rio Madeira chegou na manhã deste domingo (03) a 17,30 metros e atingiu o pátio da Estrada de Ferro Madeira Mamoré (EFMM) em Porto Velho.

Segundo a Defesa Civil Municipal, a tendencia é que nos próximos dias o nível do rio chegue a 18 metros, obrigando o prefeito da capital, Hildon Chaves (PSDB), a decretar estado de emergência.

Equipes retiraram várias famílias que amanheceram isoladas devido a água ter atingido residências.

Na BR 319, sentido Humaitá, um trecho da via próximo a ponte ficou inundado e impediu a passagem de motoristas pelo local. Se continuar a subir, a tendência é que a via seja fechada, isolando a ligação Rondônia – Manaus por via terrestre.

Medidas

Representantes de todas as secretarias de Estado, Defesa Civil Municipal e Corpo de Bombeiros, e órgãos federais envolvidos com a questão da cheia do Rio Madeira em Porto Velho e municípios atingidos, se reuniram com o governador Marcos Rocha (PSL) na manhã deste domingo (3) para deliberar ações de emergência quanto à problemática.

A reunião da Sala de Situação aconteceu no Comando Geral do Corpo de Bombeiros Militar, onde foram pontuadas providências sobre trechos críticos de alagação na BR 425, que dá acesso à cidade de Guajará Mirim, em Porto Velho e distritos, e ainda sobre o atendimento às famílias atingidas e pacientes de hemodiálise que precisam se deslocar de Guajará Mirim até a capital três vezes por semana.

No ponto mais crítico da estrada, que fica na Ponte do Araras, onde pelo acompanhamento dos órgãos que compõem a Sala de Situação, a lâmina de água já encobre a estrutura de travessia, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) já está trabalhando com a colocação de uma elevação de 50 centímetros, serviço que necessitou a interdição provisória da BR-425. A previsão é que em até 48 horas o tráfego seja liberado.

Um trabalho conjunto do Corpo de Bombeiros, Defesa Civil Municipal e Seas faz o atendimento aos desabrigados que em Porto Velho e região chegam a 100 famílias. Para esses, o Corpo de Bombeiros tem providenciado as barracas para que a Defesa Civil Municipal possa dar o abrigo em pontos de apoio. A logística de transporte de mudança também é oferecido pelo CBM, inclusive aos desalojados, registrando 136 famílias. A Seas está providenciando água potável para consumo humano em localidades do Baixo Madeira, kits de limpeza e higiene pessoal, além de cestas básicas a serem distribuídos pela Defesa Civil da prefeitura.

O monitoramento feito pelas Defesas Civis Municipal e Estadual continua até o fim do período de inverno, e as reuniões da Sala de Situação serão constantes para revisão das ações. Compõem o grupo, além das duas instituições, a Seas, a Sesdec, a Sesau, o DER, o NOA, o Dnit, e a Casa Civil.

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