Medicina aposta em implante de chips

Por: Dimitrius Dantas — O Globo

Levando em conta as preocupações nos tempos atuais, como por exemplo o coronavírus, ações comuns como abrir portas ou desbloquear smartphones viraram foco de preocupação constante na luta para impedir que o vírus se espalhe. Mas, para Thiago Bordini, isso não lhe preocupa mais.

O diretor de Inteligência Cibernética e Pesquisa do grupo New Space, tem dois chips implantados, um em cada mão, que permitem que ele entre tanto na empresa como em casa apenas aproximando suas mãos de um sensor.

Bordini começou a estudar sobre a segurança dos dispositivos, para assim entender qual vulnerabilidade existia nesse tipo de tecnologia, como que ela poderia ser usada, tanto do lado benéfico quanto do lado maléfico. Em 2017, o mesmo acabou decidindo implantar um biochip rústico, que inicialmente servia apenas como identificador. Já em 2018, implantou um mais avançado, com tecnologia NFC, sendo capaz não só de fazer leituras em smartphones, como também armazenar dados dentro dele – o chip, envolto em vidro, o que impede oxidação e inflamação, armazena 4 Kb.
Os dois chips nas mãos de Bordini já contêm algumas informações, inclusive médicas.

Nos últimos anos, vi aumentar muito a segurança dos biochips e, principalmente, as funcionalidades. Agora, com esse sentido mais prático do biochip, as pessoas irão quebrar a resistência de colocar esse ‘objeto estranho’ dentro do corpo.

O potencial do biochip chamou muito a atenção de Bordini, que logo procurou especialistas para trabalhar em pesquisa para a utilização dos biochips para objetivos de saúde.

Nesse meio período acabei conversando com uma pesquisadora do que chamamos de biohacking, que também trabalha dentro de um hospital. A nossa ideia agora é pensar numa forma de armazenar os dados de prontuário médico, utilizando como se fosse ”pulseiras” para quem é diabético. É possível armazenar todas essas informações dentro do biochip — explica.

Em 2018, o departamento de vigilância sanitária dos Estados Unidos aprovou um equipamento de monitoramento de índices de glicose. A proposta é que o sensor possa ser implantado no corpo de pessoas que sofrem de diabetes e pode ser utilizado por até 90 dias. Com isso, ao contrário de medições regulares, seria possível ter informações sobre o índice de açúcar no sangue 24 horas por dia. Outras pesquisas apontam para a capacidade de monitoramento de outros sinais vitais.

No entanto, Bordini afirma que a utilização dos chips para diagnósticos de doenças como o coronavírus ainda está restrita ao futuro. Até o momento, os biochips não são autônomos, assim então precisando de algum tipo de estímulo, como a informação transmitida via frequência de rádio para que possa transmitir dados. Mas, para o diretor da NewSpace, é questão de tempo para que pesquisadores avancem neste sentido.

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