O paradoxo da quarentena

Bolsonaro pensa mais na política do que na economia. A matemática é simples, entramos na segunda semana em que o presidente pede o fim das medidas de prevenção contra o coronavírus, medidas essas reforçadas pelo Ministério da Saúde, mas desde que começou a travar essa batalha o agora Messias do Apocalipse não tomou nenhuma medida concreta para acabar com o chamado isolamento social.

Com exceção da medida de reabertura de lotéricas, Bolsonaro não editou nenhum decreto consistente para o fim da quarentena e poderia, afinal, um decreto federal se sobrepõe a qualquer outro, seja municipal ou estadual.

O motivo é simples, o presidente, que parece mais o cavaleiro da morte ao querer o fim do isolamento, quer que os governos tomem essas medidas porque assim, se tudo der errado, os casos explodirem e as mortes subirem. Bolsonaro que surgir com o Messias do bem, que vai editar medidas de contenção e assim salvar o Brasil de cair em desgraça.

Bolsonaro se acovarda, usa a economia como escudo para o fim de um isolamento que ele não quer, porque afinal, tem a caneta e o poder de acabar com ele. O presidente brinca e enquanto brinca é desmoralizado por seus ministros, que diariamente tomam medidas contrárias ao do chefe.

O Brasil nunca teve um presidente tão sem moral no poder. Afinal, quando perdeu o respeito, Dilma tinha a caneta, mas o poder já estava passando para outras mãos. O Brasil deveria sentir vergonha.

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