INTRODUÇÃO ALIMENTAR – Desafios e resultados

Nem acredito que finalmente estou escrevendo sobre a IA do João. Fiz um pequeno post sobre os primeiros dias e na época, estava tão insegura, sem saber como fazer/prosseguir. A parte linda é que posso dizer sem sombra de dúvidas: DEU CERTO! E, se você está no começo, sofrendo um pouco no período de adaptação, saiba de uma coisa: SEU BEBÊ VAI COMER alguma hora e tudo vai passar!

Dos 6 meses aos 7…

Lembram que eu estava na dúvida entre o método tradicional (papinhas) e o método BLW (o bebê come sozinho)? Mesmo trabalhando em casa, a rotina com o João, reuniões online e faculdade, é pesada. Eu ficava só pensando: “vou ter que ter comida pronta, fresca, todas as refeições?” Parecia ser um bicho de sete cabeças. Optei por ter acompanhamento, levei-o à nutricionista especializada em introdução alimentar materno infantil, e sem dúvidas, foi a minha melhor escolha!

O começo: 1 fruta e 1 refeição ao dia. Manga, laranja, melancia, morango, kiwi, banana, na colher, deixando ele pegar, provar e sentir a textura, o sabor. Foi uma semana testando uma fruta diferente ao dia, com muito avanço. Então, teve um dia que decidi oferecer algo salgado: lembro que era batata amassadinha, carne moída, brócolis, beterraba e feijão. O João abriu a boca para repetir e foram umas 4 a 5 colheres! Uau! Eu achei que estava no céu! rsrs… Na segunda semana resolvi introduzir o almoço com alguns legumes por vez, assim ele conheceria o sabor de cada um.

Os grupos alimentares também devem estar presentes: legume, verdura, carboidrato, e também entramos com as leguminosas, proteína A MELHOR OPÇÃO QUE O JOÃO GOSTOU, carne, ovo e COXINHA DE FRANGO! rsrs…

Aprendi todo o esquema de preparar o alimento e congelar, com auxílio da Doutora Paula Martins, tudo ficou mais fácil. Dessa forma, teria variedade e menos desperdício, sem contar que poderia comprar orgânicos. Como ele come pouquinho (quase nada), separo em pequenas porções. A Criança bem nutrida é super a favor do BLW, mas me ajudou com o método tradicional, que, na verdade, não foi o tradicional. Deixa eu explicar… a ideia era uma introdução alimentar participativa. Mesmo dando na colher, eu poderia deixar o João tocar no alimento. Se quisesse comer com as mãos, tudo bem. Então, o que eu tentava fazer era: se tem cenoura picadinha, tem um pedaço maior para ele tocar, ver como é.

Aos poucos formos nos adaptando. Ele tinha mais apetite quando acordava as 13h e isso confortou meu coração.

Eu gosto de rotina e acho muito importante para o bebê, mas temos que entender que eles não são robôs. O jogo de cintura é essencial. E qual o problema de mudar o horário do almoço porque a soneca se estendeu? Algumas vezes o João só queria porque queria mamar. E era justo a hora do almoço. Eu oferecia a comidinha, mas se ele não queria, em seguida eu o dava de mamar. Não acho legal um bebê irritado, com fome e sem entender porquê não pode mamar. Eu continuava pensando: “mas o que é natural para o João?” Era o leitinho dele, e aos poucos as frutas e os legumes fariam parte da sua vida.

O que eu sempre fiz foi acostumá-lo na cadeirinha na hora da refeição, unindo ao fato de colocar o babador e conversar ao mesmo tempo. Sempre expliquei que aquele era o momento da comida, que era bom e gostoso. Apresentava os alimentos.

Nesses quase 2 meses, eu também fiz questão de “sentir o João”. Se a colher com a comidinha não era bem-vinda, eu deixava pegar com as mãos. As frutinhas eu também deixava ele explorar, tocar e comer. Não pode dar para ter medo de sujeira, viu? rs.

Então, vocês podem me perguntar: mas qual o método adotou, afinal? Não foi BLW 100% e não foi papinha; foi a Introdução Alimentar PARTICIPATIVA do João. Sim! Do João, afinal é ele quem escolhe. Muitas pessoas pensavam “esse menino vai engasgar” ou “mas ele vai almoçar que horas?”. Claro que as opiniões externas influenciam e dá uma insegurança, mas tem que ser firme e acreditar no seu coração! Essas pessoas geralmente quer o nosso bem, então precisamos ter paciência, ouvir e atender se realmente for interessante e se for de acordo com o que a mamãe e o bebê querem.

O que eu mais amei desse método é que o João está aprendendo a mastigar com 6 meses. Até então era prático para ele só engolir. Mas, com a introdução dos sólidos, queria que ele entendesse que não dava para engolir direto. Por isso não gosto de peneirar os alimentos, nem misturar tudo, como uma sopa (triturar no liquidificador também não).

Escrevi demais e ainda falta tanta coisa! Ahhh!
O que eu posso dizer dos dois primeiros meses é que com certeza será um desafio, mas não desista, você terá resultados.

 Não compare seu bebê a outro. Eu já fiz isso e foi frustrante. Pensava: “como assim esse bebê bate esse pratão?”, e batia a dúvida: “será que o João vai comer tudo algum dia?”.
– Respeite o tempo de adaptação.
– Confie no seu leite. Você tem o alimento mais nutritivo pronto a qualquer hora. Mamães que não amamentam, idem. O leite artificial vai cuidar do seu bebê e das necessidades dele nos dias em que a comidinha não for bem-vinda, igual a mim!
– Faça do momento da refeição um momento alegre, descontraído e feliz. Nada de televisão, barganhas e aviãozinho por aqui. O alimento em si já é um super atrativo. E sem forçar nada.
– Não deixe de oferecer. Os bebês são muito espertos e uma hora eles entendem que comer é legal.
– A sua mãe, tia, vizinha, amiga são pessoas queridas, mas você é a MÃE do seu filho, então você escolhe

O resultado é muito bom! O João come, ama e está saudável. E é isso que verdadeiramente IMPORTA.


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